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NÃO VEM...

Sento
abaixo do guavijuzeiro
carregado de frutos.
sombreira no fim da tarde.
O tempo.
O tempo faz nuvens negras
prenunciando a chuva
que há de chegar sem demora,
mas, chega primeiro
a chuva dos olhos
que vagueiam solitos
e recordam que lonje,
bem lonje existem
olhos fagueiros.
A mente povoa imagens
de flores coloridas,
na harmonia desigual
da natureza cheia de vida.
Sem dar conta do tempo
que se ajeita pra chover,
pois, a chuva dos olhos
começa a aparecer
e desliza pela face
tal qual a enchurrada
que acaricia coxilhas,
várzeas e canhadas.
É fim de tarde,
o Sol vai embora
pra que venha a noite afinal.
No entanto as nuvens
já ferradas
choram suas lágrimas.
Escondem a Lua
que está lá,
mas, não vem...
Carinhosamente
Ruben Alves Vieira
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