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Entre quatro paredes

Tudo acontece.
Uma palavra incendeia.
O corpo aquece.
A fantasia livre
de preconceitos,
encontra o coração.
A boca sacia
desejos incontidos.
O aperto de mão,
dedos acariciam,
desvendam florestas,
sentem aconchego
nos rios quentes,
e nas manhãs sedentas.
Dedos...
De ternura e paixão.
Abraços apertados,
olhares sem pecados.
Entre corpos colados.
O som, a música,
o perfume no ar.
O sufoco, o desejo,
a respiração ofegante,
o gemido alucinante.
O clímax final.
Quase tudo volta ao normal.
Nasce uma paz indescritível
após o saciar do apetite.
Entre quatro paredes...
Tudo acontece.
Carinhosamente
Sol Lua©
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Nós Dois.

Entre quatro paredes
um mundo:
o meu,
o seu,
o nosso,
somente nosso.
Depois do olhar,
o toque.
Os dedos acariciam
cabelos sedosos,
pele aveludada,
entranhas molhadas,
na reciprocidade
que envolve amantes,
nos mais loucos instantes
de ternura e paixão.
Um beijo,
um abraço longo
sem pressa de cessar.
Os corpos colados,
entrelaçados,
que mesclam fragrâncias,
sabores,
deixando um perfume no ar.
O som musical
da respiração ofegante,
no gemido constante
faz a partitura
da canção de amar.
De repente a calmaria.
Aos poucos
tudo volta ao normal.
O olhar mais sereno,
a face corada
do êxtase final.
Entre quatro paredes
um mundo:
da total realização,
de ternura e prazer,
de amor e paixão...
Carinhosamente
Ruben Alves Vieira

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