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O Sol do
amanhã
![]() O céu bordado de estrelas, a Lua prateada e a brisa de verão. Assim, o Pampa dormia na calada da noite vazia, no colo e nos braços da escuridão. A tarde foi embora, sem dizer até logo no crepúsculo do entardecer. O o Sol descambou no poente, dando lugar à nascente de mais um escurecer. Qual o brilho das estrelas, dois olhos refletem no encanto, a ternura. E uma grande esperança, no olhar da criança que outro dia procura. Busca, na esperança encontrar um mundo melhor, que há muito tempo não se faz, onde o estampido da morte desta guerra sem norte, se transforme em paz. Que o detonar destas armas não lancem projéteis, mas pétalas de flor pra deixar a Terra florida, com muito mais vida, com paz e amor. Que as mãos se alcancem se apertem com calor no gesto mais puro de união. E que todos se abracem. O pão sempre repassem, pra repartir com o irmão. Que os pássaros povoem as matas esverdeadas, que com águas cristalinas pelos rios são banhadas. E dentre tanta harmonia deste mundo sonhado, uma criança tão pura entregue uma flor para as mãos do soldado. A noite irá embora qual momento em que chegou. E o Sol do amanhã outro dia irá clarear. Carinhosamente Ruben
Alves Vieira
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