No Cais
 



Gaivotas
em ritmo constante,
bailam
e incorporam suas notas musicais,
com a sinfonia afinada das ondas.
A orquestra natural
e marítima
e quebrada
com a sirene da embarcação.
Uma brisa suave
que vem de longe,
traz o nascer do Sol
em mais um dia de verão.
Nos olhos,
a própria cor da natureza
e como no mar,
as lágrimas transbordam
e deixam alta
a maré do coração.
Passos lentos
e sós
no caís da solidão...


Carinhosamente

Ruben Alves Vieira

 
 

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