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A
noite chegou de negro manto,
Bordando de estrelas o céu campeiro.
E
luzes cintilantes acolheradas,
Formaram notas pra canção do
violeiro.
Abraçou forte aquele corpo delgado,
Madeira fria que
acompanha a jornada.
Como carícias, os seus dedos se encontraram
A
dedilhar pelas cordas afinadas.
Rompe o silêncio estralando belas
notas,
Partituras inspiradas no infinito.
Lembrou da china
semelhante a guitarra,
Corpo perfumado e sorriso tão bonito.
Somente
a lua que o espia sobre o monte,
Quarto minguante vem lhe fazer
companhia,
Tentar saber os segredos de sua alma
Nesta canção de
suave melodia.
É a própria alma
No estralo afinado,
Que
traduz segredos
Do violeiro inspirado.
Se a inspiração
Lhe povoa
o pensamento,
Só se confessa
Pras luzes do
firmamento.
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