CANÇÃO DA ALMA DO VIOLEIRO



A noite chegou de negro manto,
Bordando de estrelas o céu campeiro.
E luzes cintilantes acolheradas,
Formaram notas pra canção do violeiro.
Abraçou forte aquele corpo delgado,
Madeira fria que acompanha a jornada.
Como carícias, os seus dedos se encontraram
A dedilhar pelas cordas afinadas.

Rompe o silêncio estralando belas notas,
Partituras inspiradas no infinito.
Lembrou da china semelhante a guitarra,
Corpo perfumado e sorriso tão bonito.
Somente a lua que o espia sobre o monte,
Quarto minguante vem lhe fazer companhia,
Tentar saber os segredos de sua alma
Nesta canção de suave melodia.

É a própria alma
No estralo afinado,
Que traduz segredos
Do violeiro inspirado.
Se a inspiração
Lhe povoa o pensamento,
Só se confessa
Pras luzes do firmamento.

 

Carinhosamente
Rubens Alves Vieira

 
 
 

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