MEDO



Ao olhar teus olhos,
encontrei brilho e energia
semelhantes as estrelas cintilantes
de uma noite de verão.
Ao beijar tua boca,
senti o gosto doce
da fruta madura, do mel,
da maçã.
Ao tocar tua face,
provei do veludo
de uma pétala de flor,
que perfuma a primavera
e traz à vida mais cor.
Ao abraçar teu corpo
encontrei o calor
que embriago o meu ser
de carinho e prazer
me enchendo de amor.
Fecho meus olhos,
e vivo esse amar
Tenho medo
que seja apenas um sonho
quando eu acordar...

Carinhosamente
Ruben Alves Vieira

 

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Medo sim, covardia não



Tenho medo,
das noites escuras,
onde a solidão
impera no ser.
Tenho medo,
da desilusão,
e de amor eterno sofrer.
Tenho medo do desamor,
da fuga e da covardia.
Seres que procuram no terror,
sua forma de entender...
Que a vida a dois é só tortura,
e se colocam na mais intensa
e profunda clausura.
Não podemos ser covardes,
e afastar o carinho e a ternura.
Pois, estar de bem com a vida
é o que move a criatura.
Ter o peito aberto,
para todas as emoções...
É o que dá sentido
aos nossos corações.
Ter medo de amar é normal...
Enfrentar o desconhecido,
se entregar é sobrenatural.
E vale a pena viver
amando além do real.
Ser covarde e fugir do amor,
isto é ruim, pois leva o fugitivo
a não conhecer dos sentimentos
seus outros adjetivos.

 

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