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Tarde de Verão
![]() A sinfonia das águas
batendo nas pedras abaixo da pequena cachoeira. Uma sanga de água limpa à sombra da pitangueira. E o canto sempre afinado do canário enciumado com a cantiga do sabiá laranjeira. É uma tarde de verão... Uma prenda de sorriso aberto com um brilho no olhar, tão bela como a luz do sol, que faz o pampa se acordar. A flor perfumada, rosa vermelha a emprestar seu perfume pra perfumar o lugar. E a moça bonita com seus pés a brincar, na água que desce sanga abaixo vai embora, mas, não leva o seu sonhar. E toma esta flor com suas mãos delicadas, absorvendo o perfume, enquanto seus lábios se põem a beijar. Beijar... as pétalas aveludadas da rosa vermelha. Assim se passa a tarde. O dia vai embora no lusco-fusco do entardecer. E a moça bonita com um sorriso mais lindo, vê que a noite vem vindo com estrelas a brilhar. Mas, nem a lua prateada essa prenda da noite, o lume da moça poderá ofuscar. A moça vai embora em busca de sonhos, semeando alegria. Mas, larga nas águas a rosa vermelha de pétalas macias. Permanece nas mãos o perfume de flor. E no embalo da sanga se vai perfumando, até a rosa encontrar as mãos de seu amor... Carinhosamente
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