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NAMORO NO GALPÃO
Olhos nos olhos da china e um silêncio bem profundo, que fazia pequeno o mundo e por si esmo falava. Um gesto um olhar pronunciava o diálogo existente entre dois corpos somente que a noite abrigava. O lusco fusco do fogo clareava a escuridão. Uns pelegos pelo chão faziam o ninho do amor, era frio mas o suor envolvia os amantes que viviam naqueles instantes o mais belo e puro amor. Era tudo tão natural, tão simples e muito belo, desde o olhar singelo até o toque de mão, faziam o coração de cada ser palpitar no ofegante respirar do namoro no galpão. E quando o dia clareou, que findou a escuridão, o guarda-fogos no chão já havia se queimado e ainda abraçados dois amantes se acordaram e de bom dia trocaram olhares de apaixonados. Olhos nos olhos da china e um aperto no coração, um par de lágrimas no chão misturadas no sereno, mas pelo mundo ser pequeno e o pequeno não ser nada, encontrará noutra madrugada o mesmo corpo moreno
Carinhosamente Ruben Alves Vieira
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