MEU SOL
 
 

Quando,
nas auroras da vida,
levantares e encontrares
uma rosa ainda com orvalho,
apanhe-a
e coloque-a num vaso;
Mas não tires seu orvalho
com tuas mãos.
Pois elas são gotas,
resíduos das lágrimas
que chorei à noite por ti.
Onde a solidão
era um pranto
e a escuridão
meu lenço.
Deixa-o na rosa
até que sequem por si,
se quiseres enxugar
enxuga-as com teu coração
pois é só nele
que poderá
existir meu sol...
 
Carinhosamente 
Ruben Alves Vieira
 
 
 
 
 

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